A memória de um evento passado sistêmico  ocorrido há gerações  – fica gravado tudo o que aconteceu, nos seus mínimos detalhes. Uma vez gravado, este passado pode continuar repercutindo no presente. Uma criança que foi abandonada pelo pai ou uma mulher por um namorado pode repercutir para seus descendentes  que ter relacionamento com homens significa sofrimento e depois de muitas gerações  continuar evitando qualquer aproximação masculina.  O que fazer então?  Voltamos ao lugar onde ocorreu o trauma, o bloqueio, a exclusão ou outros danos sistêmicos. A pessoa se reconecta com uma memória passada. A regressão sistêmica ocorre quando a pessoa revive o passado em toda sua totalidade.  Algo não conciliado. Um membro da família deve assumir esse aspecto não conciliado, geralmente o membro que possui o maio amor. Isso atravessa diversas gerações, até o presente. Assim sendo, o esclarecimento, a inclusão,  a reconciliação de algo na ancestralidade  atravessa várias   gerações e chega ao presente/futuro. Essa consciência sistêmica não é apenas do passado para o presente, mas também do presente/futuro para o passado.

Não sabemos de antemão qual será  o desfecho final do movimento da alma sistêmica. Entretanto o efeito residual é positivo, quase como o despejar de uma carga mental que foi carregada por tempo demais. Pouco a pouco, a experiência daquela lembrança começa a ser integrada à existência atual, com inteira naturalidade.

A pessoa pode experienciar alívio  da carga  emocional e somática – sem o peso daqueles condicionamentos adquiridos no passado. O acesso à memória de um passado distante é um recurso terapêutico uma ferramenta que pode em muito beneficiar a pessoa, trazendo renovação ao seu presente e futuro.

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