A pessoa pode não voltar do transe, da regressão, ficar presa nele – Não há os supostos riscos de a pessoa dormir e não acordar, mesmo porque ela não dorme e se mantém consciente. Não há perigo de a pessoa regredir para o passado e lá ficar, pois não se trabalha no passado e sim trazendo o passado para o presente, no aqui e agora. Todo o processo é interno, nas lembranças do subconsciente/inconsciente.

Hipnose é causada pelo poder do hipnotizador – naturalmente o hipnotizador deve ter o devido conhecimento e a força metal necessária à concentração no momento certo, mas isso não é suficiente. Para que a hipnose aconteça, existe a necessidade de um campo de interação e confiança, denominado “rapport”.

O hipnotizador controla o desejo do consulente – nenhum consulente hipnotizado faz aquilo que não faria acordado, ou seja, ele só é capaz de fazer aquilo que considera inofensivo e, mesmo assim, se desejar. Ele terá oportunidade de lembrar-se de coisas há muito esquecidas, o que chamamos de hipermnésia, mas só falará se achar seguro.

A hipnose é prejudicial à saúde – desde que utilizada por profissionais competentes e bem intencionados, a hipnose não causa danos, devendo-se, apenas atentar para que a sua utilização não se dê por pessoas inescrupulosas.

A pessoa pode não voltar do transe, ficar presa nele – não é possível ficar preso ao transe. O transe profundo leva ao sono que, como qualquer sono, dura até o momento de acordar, que é natural a cada indivíduo. Caso o hipnoterapeuta se ausente da sala – ao deixar de ouvir a voz dele, a pessoa interrompe o transe induzido ou pode até continuar um pouco, mas desperta em seguida.

O sono e a hipnose – a hipnose não é igual ao sono. É um estágio anterior ao sono, quando a pessoa está concentrada, com certo grau de consciência e podendo responder a comandos. É um relaxamento de forma alerta.

A pessoa fica inconsciente em transe – normalmente o hipnotizado mantém o seu estado consciente, apenas com a atenção focalizada. Ao aprofundar o transe, pode haver o desligamento da atenção vigilante. Apenas no transe profundo ocorre a amnésia total.

Hipnose é terapia – embora a hipnose tenha a facilidade de trazer alívio e paz, o que já serve para curar uma série de angústia e ansiedades, ela é apenas uma ferramenta utilizada nas terapias. A hipnose em si não é uma terapia.

A hipnose realiza milagres – o que na hipnose pode parecer milagre, nada mais é do que o acesso a novas respostas interiores, em função da junção entre a motivação do consulente e a abertura às riquezas de cada um, em seu inconsciente.

O hipnotizado revela seus segredos – o hipnotizado só fala aquilo que deseja. Ele terá oportunidade de lembrar-se de coisas há muito esquecidas, o que chamamos de hipermnésia, mas só falará se achar seguro.

E se houver a morte do hipnotizador durante o transe – ao deixar de ouvir a voz do hipnotizador, o consulente interrompe o transe induzido ou pode até continuar um pouco, mas desperta em seguida. O transe pode se transformar em sono e, se assim for, o consulente acordará normalmente depois de haver descansado um pouco.

A hipnose se compara à meditação e a ioga – Todos estes processos envolvem relaxamento físico e um estreitamento da consciência. No caso da hipnose, esta tem por objetivo uma tarefa ou uma meta, enquanto mentalmente trabalhamos em algo (ou meta desejada). Na meditação e na ioga por outro lado, a consciência se move livremente, podendo levar a uma percepção mais aguçada de consciência expandida. Muitos que praticam a meditação usam a hipnose, podendo passar de um estado para outro com grande facilidade.

É importante lembrar que a hipnose clínica não é como os shows que vemos na televisão, não sendo recomendado, por tira o poder de decisão da pessoa. No consultório, o objetivo é utilizar o conjunto de fenômenos da mente para facilitar o processo terapêutico.

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