A pessoa quando busca terapia de vidas passadas – ela já vem com sintomas, relatando o que tem só pode estar ligada a vida passada, sonhos repetitivos, dores no corpo, relacionamento, medos, pânico, rivalidades entre outros – quer aprofundar mais nessa análise. Mesmo quando falam que gostariam de regredir a outras vidas apenas por curiosidades – já mostram foco de estar preparados para passar pela experiência.
OBSERVAÇÃO: às vezes o consulente pode pensar que aquilo que ele está vivenciando seja produto de fantasia (alucinação, ilusão, delírio, imaginação, criação de sua própria mente).
Segundo Morris (1997) isso não importa, pois o que interessa é o RESULTADO, ou seja, a liberação do bloqueio do consulente, o que ocorre em menor tempo do que nas terapias convencionais. Pode ocorrer que aquilo que ele pensa ser uma criação mental, seja uma cena, à qual se sucedem outras vivências que se lhe vão parecer mais nítidas e reais no decorrer da terapia.
Caso sejam mesmo fantasias, trabalha-se com elas, pois são conteúdos que necessitam ser afloradas naquele momento, para que sejam elaboradas devidamente. Se realmente o que se aflora forem fantasias e imagem simbólicas, trabalha-se com elas, pois representam conteúdos inconscientes que devem ser elaborados. Não cabe ao terapeuta a confirmação dos fatos narrados e vivenciados pelo consulente se é verdade ou não. O que é importante na Terapia de Regressão não é saber se a experiência foi realmente vivida pela própria pessoa. A análise terapêutica a ser colocada é: – Porque é que este conteúdo é importante para mim?, O que devo aprender com esta experiência? – Como é que esta experiência poderá melhorar a minha vida?. O que se analisa são os conteúdos que o inconsciente traz à tona e como isso pode ajudar na resolução das dificuldades desta vida, a vida atual.